Apr 28, 2010 Comments Off
É lá
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Mar 19, 2010 4
Deixo tantas cinzas caírem nos meus olhos, que me impeço de ver a beleza da fogueira.
Olho direto para o sol e não vejo as belas nuvens. Fico bravo com as nuvens que tampam o sol, e esqueço que ele me cegaria.
Fico tão chocado com a mera notícia do rodapé da revista, que nem me dou conta da ótima matéria da capa.
Ando por uma plantação, e frustrado por só ver mato, perco as batatas para fritar, os nutrientes da cenoura, e o tempero da cebola.
Dou tanta atenção para uma formiga andando no meu balcão, que ignoro a grandeza do formigueiro que construíram.
Nov 21, 2009 3
Incômodo, o começo dele vem de dentro, escondido no incomodador.
Angustiado, ele é impelido a alcançar o seu desejo.
Nasce, vem suas tentativas que não convém.
Frustrado, é como normalmente seu coração diz “até logo” às expectativas.
Carece de senso.
Carece de descanso.
Carece de um refletor que doesse mais que a sua dor.
E mesmo que sua carência fosse afagada, continuaria inchando até importunar de novo.
Causa, coisa, conquista e desaponta.
Pro inconveniente, respeito só existe se lhe obedecerem.
Fora de hora, vamos tentando conquistar, falando sem palavras de nossas necessidades desconhecidas.
Pobre inconveniente, não soube nem tirar o melhor da fraqueza alheia.
Longe de sua real mente, mentiras se tornam reais para fingir que está tudo bem.
Sua solução é abrir mão. Sua única opção, é ao ver, ser maior que si, e deixar doer.
Deixar o grude desgrudar, e enxergar outras dores.
Inconvém, não vem.
Nov 19, 2009 Comments Off
O que fazer quando já não se tem mais graça?
Quando as perguntas são tantas, e as respostas se escondem?
As interrogações são as únicas certezas, e nas palavras só restam sinceridade?
O que fazer quando o que sobrou é nada?
E as necessidades ultrapassam as irresponsabilidades?
Não se faz nada. Ou, se faz alguma coisa.
Não ter o que fazer é se entregar nas mãos do Pai.
Nov 10, 2009 1
Quando alguém nos pede para ouvi-lo
e nós começamos a dar-lhe conselhos, não fazemos o que ele pediu.
Quando alguém nos pede para ouvi-lo
e nós dizemos porque ele não deve sentir-se como está,
nós atropelamos o seu sentimento.
Quando alguém nos pede para ouvi-lo
e nós achamos que devemos fazer algo
para resolver os seus problemas, nós o desapontamos
e fazemos com que sinta-se incapaz.
Ouçamos!
Tudo que ele quer é ser ouvido, não quer ser interrompido.
Ele quer ouvir-se enquanto fala.
Ele não está paralisado.
Talvez desencorajado e hesitante, mas não sem forças.
Quando fazemos por ele algo que ele mesmo
pode e deve fazer, nós contribuímos com o seu medo,
sua inadequação e triste dependência.
Mas quando aceitamos que ele simplesmente
sente o que sente, não importa quão estranho nos pareça,
ele não precisa convencer-nos a ouvi-lo
e pode dizer tudo o que quer que seja ouvido.
Ele não precisará negociar nossa compreensão
nem dissimular o que existir por trás do que estiver sentindo.
E quando tudo parecer-lhe mais claro as “respostas” surgirão
naturalmente e ele não terá necessidade de conselhos.
Estranhos sentimentos fazem sentido
quando nós os compreendemos e aceitamos o que há por trás deles.
Talvez seja por isso que muitas vezes as orações
fazem efeito para algumas pessoas:
Porque Deus mantém-se mudo, não dá conselhos
nem se põe a fazer o que nós mesmos podemos.
ELE docemente ouve e deixa que façamos o que nos cabe.
Portanto, somente ouçamos.
… E se quisermos falar, esperemos um pouco pela nossa vez :
Seremos ouvidos também.
Nov 9, 2009 1

Calma coração meu, que sem pensar bate querendo acelerar.
Lembra que já aprendeu que tudo tem seu tempo, e se o tempo não é agora, logo chega.
Não busque sangue que você não tem, nem coloque veneno em minhas veias.
Acalme-se, e faça barulho pra eu te ouvir. Seus sons atenuam o timbre que meus ouvidos seguem. Ouvir seu ritmo me traz para perto do que é.
Não tape seus buracos com tampas furadas. Não enfie seus dedos, nem ponha areia. Aguarda, que o Modelador já vem. E sua carne já vai ser preenchida, e não precisará mais procurar o que não consegue achar.
Mar 15, 2009 1
Oct 4, 2008 2
Sep 23, 2008 1
Sep 13, 2008 Comments Off
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