Pensamentoz

O que se passa dentro da caixola.

É lá

Naquele lugar que ninguém me alcança
Onde nem Deus chega
E por uns poucos instantes de sucesso,
nada me toca
nada existe

É lá que pareço descansar
Que as coisas se tornam possíveis
Onde a paz parece reinar
Lá que corro pra longe da tormenta
É lá que os pensamentos brincam despreocupados

O meu perigo é não voltar
O meu risco é gostar
e me acomodar
O meu medo é não saber o caminho de volta

Cegueira tola

Deixo tantas cinzas caírem nos meus olhos, que me impeço de ver a beleza da fogueira.

Olho direto para o sol e não vejo as belas nuvens. Fico bravo com as nuvens que tampam o sol, e esqueço que ele me cegaria.

Fico tão chocado com a mera notícia do rodapé da revista, que nem me dou conta da ótima matéria da capa.

Ando por uma plantação, e frustrado por só ver mato, perco as batatas para fritar, os nutrientes da cenoura, e o tempero da cebola.

Dou tanta atenção para uma formiga andando no meu balcão, que ignoro a grandeza do formigueiro que construíram.

Inconveniência

Incômodo, o começo dele vem de dentro, escondido no incomodador.
Angustiado, ele é impelido a alcançar o seu desejo.
Nasce, vem suas tentativas que não convém.
Frustrado, é como normalmente seu coração diz “até logo” às expectativas.

Carece de senso.
Carece de descanso.
Carece de um refletor que doesse mais que a sua dor.
E mesmo que sua carência fosse afagada, continuaria inchando até importunar de novo.

Causa, coisa, conquista e desaponta.
Pro inconveniente, respeito só existe se lhe obedecerem.
Fora de hora, vamos tentando conquistar,  falando sem palavras de nossas necessidades desconhecidas.
Pobre inconveniente, não soube nem tirar o melhor da fraqueza alheia.

Longe de sua real mente, mentiras se tornam reais para fingir que está tudo bem.

Sua solução é abrir mão. Sua única opção, é ao ver, ser maior que si, e deixar doer.
Deixar o grude desgrudar, e enxergar outras dores.

Inconvém, não vem.

O que fazer

O que fazer quando já não se tem mais graça?

Quando as perguntas são tantas, e as respostas se escondem?

As interrogações são as únicas certezas, e nas palavras só restam sinceridade?

O que fazer quando o que sobrou é nada?

E as necessidades ultrapassam as irresponsabilidades?

Não se faz nada. Ou, se faz alguma coisa.

Não ter o que fazer é se entregar nas mãos do Pai.

Please, listen

Quando alguém nos pede para ouvi-lo
e nós começamos a dar-lhe conselhos,
não fazemos o que ele pediu.

Quando alguém nos pede para ouvi-lo
e nós dizemos porque ele não deve sentir-se como está,
nós atropelamos o seu sentimento.

Quando alguém nos pede para ouvi-lo
e nós achamos que devemos fazer algo
para resolver os seus problemas, nós o desapontamos
e fazemos com que sinta-se incapaz.

Ouçamos!
Tudo que ele quer é ser ouvido, não quer ser interrompido.
Ele quer ouvir-se enquanto fala.
Ele não está paralisado.
Talvez desencorajado e hesitante, mas não sem forças.

Quando fazemos por ele algo que ele mesmo
pode e deve fazer, nós contribuímos com o seu medo,
sua inadequação e triste dependência.

Mas quando aceitamos que ele simplesmente
sente o que sente, não importa quão estranho nos pareça,
ele não precisa convencer-nos a ouvi-lo
e pode dizer tudo o que quer que seja ouvido.

Ele não precisará negociar nossa compreensão
nem dissimular o que existir por trás do que estiver sentindo.
E quando tudo parecer-lhe mais claro as “respostas” surgirão
naturalmente e ele não terá necessidade de conselhos.

Estranhos sentimentos fazem sentido
quando nós os compreendemos e aceitamos o que há por trás deles.

Talvez seja por isso que muitas vezes as orações
fazem efeito para algumas pessoas:
Porque Deus mantém-se mudo, não dá conselhos
nem se põe a fazer o que nós mesmos podemos.
ELE docemente ouve e deixa que façamos o que nos cabe.

Portanto, somente ouçamos.

… E se quisermos falar, esperemos um pouco pela nossa vez :
Seremos ouvidos também.

Busca

Calma coração meu, que sem pensar bate querendo acelerar.

Lembra que já aprendeu que tudo tem seu tempo, e se o tempo não é agora, logo chega.

Não busque sangue que você não tem, nem coloque veneno em minhas veias.

Acalme-se, e faça barulho pra eu te ouvir. Seus sons atenuam o timbre que meus ouvidos seguem. Ouvir seu ritmo me traz para perto do que é.

Não tape seus buracos com tampas furadas. Não enfie seus dedos, nem ponha areia. Aguarda, que o Modelador já vem. E sua carne já vai ser preenchida, e não precisará mais procurar o que não consegue achar.

Excelência

Ela nos mantém longe da mediocridade.

Nos impulsiona, nos faz trabalhar de verdade.
Muitas vezes manda a preguiça embora, e não deixa nada mal feito.
Exige qualidade, dedicação, e cuidado.

Quando se tem a noção da grandeza do Criador, os parâmetros mudam.
Adoramos com excelência, excelência de adoração.
Fica claro o “fazer tudo para glória dele”, e o estilo de vida se torna crescente.
O temor não permite que façamos nada inferior do que o melhor.

É, fazer o nosso melhor.
Simples assim.

Valer a pena

Fiquei feliz outro dia em reparar que eu tinha acabado de fazer uma coisa que valia a pena.. é bom pensar também que, o tempo de entrar em parafuso por ficar em tanta dúvida de “fazer ou não fazer” se “vale a pena ou não vale”, passou.. :)

É prazeroso.

Quero lembrar quando eu estiver bem, de fazer valer a pena.
Muitas vezes se tem um preço a pagar. E olhando para algumas, vejo que foi por causa de algum erro anterior. Mas sem convicção eu não teria feito.
Também quero ter a sabedoria de saber investir. Investir em amizades, em pessoas, em coisas que eu compro, meu tempo.. com o tempo aprendo melhor a ficar + sensível em observar. Assim espero.
Tem valido a pena escrever. Pelo menos estou tentando fazer.
Vale a pena ousar também. Talvez sempre. Mesmo que errado, pode te deixar mais forte.
E se você está lendo, pra mim já valeu mais do que a pena.

Comprando algumas coisas, posso comparar e afirmar:
pode ser caro, mas vale a pena.
E continuo me perguntando, o que vale a pena?..
Muitas vezes só dão pra responder na hora..

Tenho que contentar-me.
Que a sabedoria me mantenha afastado da burrice..

Valeu a pena, ponto

Deixa vir..

Ah, madrugada, saudades de compartilhar com vc..
Assim deixo a tranquilidade chegar, ouço o silencio q convida as questoes para sentarem de um lado, e a serenidade do outro..
Agora sim.
Da pra começar.
 Um re-pensado: caramba, veio novamente a pratica assim q o ensino se completou. E ela nao pretende se retirar tao cedo..
Porque nunca vemos, nunca vejo pelo menos, q ela segura nas maos do conhecimento, soh esperando a sua vez? Deve ser a surpresa do encantamento q a novidade nos traz. Q bobos!
Soh espero ter a paciencia para suporta-la. …
 Hoje, mais uma vez, em uma unica coisa, tive q fazer o q ja havia feito antes, mas agora concientemente. A humildade q se requer pra abrir mao de alguma coisa, qualquer coisa, nao eh pouca. Ainda mais de oportunidades. Se tem como nao bater aquele (acho q) arrependimento de nao aproveitar, tanto por escolher quanto nao poder, ainda vai demorar. Nao poder ir em todas as direcoes, segurar todas as opcoes. Chega quase a ser frustrante. E o pior eh que nao tem consolo. Eh simplesmente pratica.
Eh, nem sempre aproveitar ao maximo eh aproveitar de tudo. Nem sempre da.
O q eh bem diferente de perder oportunidades, isso sim eh frustrante de verdade. Especialmente quando se estava tao perto..
E isso nao eh soh com uma coisa, eh com compras, opcoes, amizades..
..e exercicio cansa.. quem nao sabe disso?
Eu sei q ta bem confuso, mas espero esclarecer em breve..

Rebeldes.

Outra diversao q arranjei eh aprender com o q os criticos escrevem.

Em sua maioria, simplesmente observo seus pontos de vista, mas nao consigo nem chegar perto de “aderir a causa”. Normalmente sao muitos fracos.
Fico ate impressionado com os revoltados com os revoltados(!). Haha

Credo, quanta revolta.. ..ainda bem q ja fui liberto de varias! :P
Podia ate fazer uma campanha “doe uma causa para um rebelde!” :D haha

Ai ai..

depois eu volto a vcs, quando algum outro ataque surgir por ai..
Fim.

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